Acontecerá no período de 08 a 10 de agosto de 2012 o

XIV Colóquio Kant da UNICAMP:

Justiça e Liberdade

no Auditório do IFCH da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP.

Sob a coordenação dos professores José Oscar de Almeida Marques e Andrea Faggion, tem os seguintes conferencistas já confirmados:

Aguinaldo Pavão – UEL
Alessandro Pinzani – CNPq/UFSC
Alexandre Hahn – UNB
Andrea Faggion – UEM
Aylton Barbieri Durão – UFSC
Christian Hamm – UFSM
Daniel Tourinho Peres – CNPq/UFBA
Delamar Volpato Dutra – CNPq/UFSC
Fábio Scherer – UEL
Frederick Rauscher – Michigan State University
Juan Bonaccini – CNPq/UFPE
Julio Esteves – CNPq/UENF
Robert Louden – University of Southern Maine
Zeljko Loparic – PUC-SP/PUC-PR/UNICAMP

Chamada de trabalhos:
As propostas, apropriadas para uma comunicação de 30 minutos, devem ser enviadas para o endereço eletrônico andreafaggion@gmail.com até o dia 31 de maio de 2012, e conter: título, nome do autor (e do orientador, quando for o caso), instituição, endereço eletrônico do autor, resumo entre 250 e 500 palavras, 4 palavras-chave e referências bibliográficas, digitados em formato A4, espaço 1,5, fonte Times New Roman, 12. As propostas devem versar necessariamente sobre Kant, dando-se preferência a trabalhos ligados à sua filosofia política.

Inscrições:
Alunos de Graduação: R$30,00. Alunos de Pós-Graduação e Professores do Ensino Básico: R$40,00. Professores do Ensino Superior: R$50,00.

Obs: As inscrições devem ser feitas no local, durante o evento.

Promoção:
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH
Departamento de Filosofia
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência – CLE

Apoio:
Secretaria de eventos do IFCH

Fonte: http://www.kant.org.br/modules/mastop_publish/?tac=112

Foto Immanuel KantAo buscar-se uma compreensão do processo de consolidação da Modernidade, principalmente no que tange à Teoria do Conhecimento, é fundamental uma abordagem da imensa contribuição que o filósofo prussiano Immanuel Kant (1724 – 1804) nos deixou. Bem vale lembrar que foi em “[…] Kant, por cujo questionamento lógico-transcendental a teoria do conhecimento atingiu pela primeira vez consciência de si mesma […]” (HABERMAS, 1987, p. 26).

A obra kantiana é extremamente complexa. Ele “[…] discriminava três faculdades da mente humana: conhecer, julgar, querer. […]” (FREITAG, 1992, p. 46), pois a sua preocupação está em compreender todo o processo do conhecimento humano e como este influi no cotidiano. Não podemos aqui simplesmente dividir a obra kantiana para que possamos abordar um aspecto que nos pareça relevante, isso, com certeza, fará com que nossa interpretação seja parcial e incorreta. O trabalho desse filósofo se dá nessas três vertentes e sob elas é que deve ser interpretado.

É nosso objetivo aqui analisarmos de forma isolada a Teoria do Conhecimento de Kant, para que possamos chegar a uma compreensão profunda da mesma. Teremos em mente que ela não está dissociada das Teorias Moral e Estética e apontaremos, caso se fizer necessário, as relações estabelecidas por Kant em sua tríade conceitual.

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Sempre é necessário relembrar que a busca por justiça passa, necessariamente, pela indignação e denúncia da injustiça que acontecem a nossa volta. Denunciar a injustiça é viver em desacordo com as estruturas sócio-política-econômicas de seu tempo.

Nossa sociedade está profundamente marcada pelo domínio externo do hemisfério norte. Vivemos em um modelo neo-liberal imposto sem possibilidades de libertar-nos. Segundo Darcy Ribeiro para compreendermos esta relação de dominação devemos levar em consideração quatro principais tensões: 1) as disputas entre as potências imperialistas industriais; 2) a oposição entre os povos atrasados e seus exploradores; 3) o antagonismo entre o campo capitalista e o socialista e 4) as tensões inter-socialistas. Estas tensões, foram estabelecidas por Darcy Ribeiro no início dos anos 70, quando ainda existia o socialismo soviético, mas não podemos deixar de ver como são atuais, mesmo entendendo que sem o socialismo soviético as tensões se reduzam às duas primeiras.

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Na busca de se compreender o processo de consolidação da Modernidade, principalmente no que tange à Teoria do Conhecimento, é de vital importância uma abordagem da imensa contribuição que o filósofo prussiano Immanuel Kant (1724 – 1804) nos deixou. Bem vale lembrar que foi em Kant, por cujo questionamento lógico-transcendental a teoria do conhecimento atingiu pela primeira vez consciência de si mesma.

A obra kantiana é extremamente complexa. Ele discriminava três faculdades da mente humana: conhecer, julgar, querer. Sua preocupação está em compreender todo o processo do conhecimento humano e como este influi no cotidiano. Não podemos aqui simplesmente dividir a obra kantiana para que possamos abordar um aspecto que nos pareça relevante, isso, com certeza, fará com que nossa interpretação seja parcial e incorreta. O trabalho desse filósofo se dá nessas três vertentes e sob elas é que deve ser interpretado.

É nosso objetivo aqui analisarmos de forma isolada a Teoria do Conhecimento de Kant, para que possamos chegar a uma compreensão profunda da mesma. Teremos em mente que ela não está dissociada das Teorias Moral e Estética. Sua compreensão é de que todo conhecimento tem início na experiência, contudo, vai mais longe que Hume, aquele que o despertou do sono dogmático, acrescentando que isso não implica necessariamente que todo conhecimento provenha da experiência, mas que poderia muito bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento de experiência seja um composto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento fornece de si mesma.

Assim, Kant chega à conclusão de que temos três possibilidades de juízos: analíticos, sintéticos a priori e sintéticos a posteriori. Sua concentração maior se dará em demonstrar a existência dos juízos sintéticos a priori. O movimento argumentativo kantiano tem por objetivo demonstrar a imperiosidade dos juízos sintéticos a priori, posto que os mesmos são os únicos a possuírem o caráter de universalidade e necessidade que evitam a forçosa assunção de uma atitude falibilista e relativista com relação ao conhecimento. Ademais, graças ao seu caráter sintético, eles garantem o progresso do conhecimento e afastam a possibilidade do dogmatismo baseado em verdades absolutas e conhecimentos imutáveis.

A grande questão que Kant vai colocar é: o verdadeiro problema da razão pura está contido na pergunta: como são possíveis juízos sintéticos a priori? Vemos, então, que Kant pretende ir além da Metafísica tradicional, como também das correntes filosóficas predominantes de seu tempo, tais como Racionalismo, Empirismo e Ceticismo, aproveitando as contribuições que essas correntes modernas da Filosofia lhe legaram, principalmente da Crítica Cética de David Hume, levando às últimas conseqüências e sendo radicalmente distinto desta.

**Resumo de comunicação apresentada e publicada nos Anais do I Colóquio de História da Filosofia – Bicentenário da Morte de Kant, promovido pelo Departamento de Filosofia da UNESP-Marília em 2004.