Um poder moderador vigia o debate político e impede que pautas de modernização social cheguem ao Brasil


FUNDADA EM 31 de outubro de 2010 após a expulsão dos infiéis do poder, a República Fundamentalista Cristã do Brasil apareceu em substituição à República Federativa do Brasil. Dela, ela herdou quase tudo, acrescentando uma importante novidade institucional: um poder moderador, pairando acima dos outros Três Poderes e composto pela ala conservadora do catolicismo em aliança com certos setores protestantes. Os mesmos setores que, nos EUA, deram suporte canino a George W. Bush. A função deste poder moderador consiste em vigiar o debate político e social, impedindo que pautas de modernização social já efetivadas em todos os países desenvolvidos cheguem ao Brasil.

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Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais

Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan está lançando a 23ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, criado em 1987, e que irá premiar as sete melhores ações de proteção, de preservação e de divulgação do patrimônio cultural brasileiro com um troféu, um certificado e R$ 20 mil.

As inscrições estão abertas até o próximo dia 18 de junho e podem ser feitas nas superintendências do Instituto nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Segundo o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, “o prêmio homenageia o primeiro dirigente do Instituto, e é um reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, sejam dignas de registro, divulgação e reconhecimento público.”

Segundo Bertagna, o Prêmio está dividido nas seguintes categorias: Apoio Institucional e/ou Financeiro, Divulgação, Educação Patrimonial, Pesquisa e Inventário de Acervos, Preservação de Bens Móveis e Imóveis, Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico e Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial.

Aberto à participação de pessoas físicas e jurídicas, os trabalhos inscritos poderão concorrer somente em uma categoria. Os candidatos devem apresentar as ações na forma de dossiê, datilografado ou impresso em Word, sendo necessário agregar elementos iconográficos, audiovisuais ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produtos que possibilitem a plena caracterização da atividade, tais como desenhos, fotografias, slides, mapas, cartazes, folhetos, revistas, livros, vídeos, cd roms, cds, entre outros. É obrigatória ainda a apresentação de um resumo da ação, de no máximo duas páginas de 30 linhas, com o objetivo de facilitar sua divulgação junto à imprensa.

As ações inscritas serão pré-selecionadas por Comissão constituída em cada Superintendência do Iphan, composta por representantes das diferentes áreas culturais da região, e presidida pelo Superintendente Estadual. Em seguida, as ações pré-selecionadas nos Estados serão analisadas pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pelo Presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, por representantes de instituições do Governo Federal e de outras ligadas à preservação do patrimônio cultural.

O edital com o detalhamento do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade encontra-se à disposição nas Superintendências do Iphan e no site www.iphan.gov.br.

Fonte: Superintendência do IPHAN em Rondônia

Reproduzo, abaixo, carta do Rev. Francisco de Assis da Silva, que nos esclarece sobre o alcance das assinaturas na Petição On Line em prol dos Pequenos Agricultores de Ariquemes e agradece a todos nós que contribuimos lendo, assinando e divulgando essa petição, vale a pena a leitura, pois a vitória não foi completa, mas foi grande!

==== Carta do Rev. Francisco de Assis da Silva ====

Queridos Irmãos e queridas Irmãs

Estamos vivendo momentos de renovada esperança com os encaminhamentos feitos pelos líderes da Comunidade de pequenos agricultores da fazenda Urupema, Ariquemes, no estado de Rondônia.

Após um apelo de solidariedade feito pela IEAB através do nosso Primaz e Secretário Geral em nome das quase 250 pessoas da Fazenda, temos recebido ampla e irrestrita solidariedade da própria Igreja, dos organismos e movimentos ecumênicos, da sociedade civil organizada e de pessoas individualmente tanto no Brasil como no exterior.

A petição online alcançou até agora a cifra de 185 assinaturas. E esse instrumento alcançou instâncias governamentais e parlamentares criando as condições para se buscar a solução política e institucional para o grave problema criado a partir de uma decisão judicial de despejo lavrado por uma juíza de Ariquemes.

O FEBRASIL e FESUD foram solidários no apoio financeiro para as passagens da viagem de dois representantes da comunidade de Ariquemes a Brasilia, bem como na divulgação da petição online.

O apoio político da Senadora Marina Silva, de assessores do Ministério da Justiça bem como de militantes de Direitos Humanos foram fundamentais para os contatos com a Ouvidoria Agrária e com o INCRA. Conseguimos uma audiência extraordinária com o Presidente do INCRA à qual compareceram o Bispo Primaz da IEAB, D. Mauricio, o Rev. Hugo Sanches (Pároco anglicano em Ariquemes) e o Sr. Derli Cavalheira (representando a comunidade dos assentados).

De concreto conseguiu-se que o INCRA assumisse a negociação direta com as partes na busca de um acordo que viabilize a solução do problema sem necessidade de despejo das famílias. Na próxima semana haverá uma reunião entre as partes para a possível negociação de desapropriação da fazenda e a permanência das famílias ali estabelecidas há 13 anos.

Conforme os próprios representantes declararam após a audiência com o Dr. Rolf Hackbart, “estamos a um pequeno passo da solução”.

Continuemos em oração para que definitivamente as famílias recebam a boa nova de não serem desalojadas e recebam finalamente a posse e propriedade definitiva da fazenda.

Em meu nome e no de nosso Primaz, bem como de nossos queridos irmãos e irmãs da fazenda Urupema, gostaria de agradecer o apoio e a solidariedade seja por palavra seja por ação concreta que a nós foi endereçada.

Pedimos que continuem divulgando a petição online e manteremos todos e todas informados dos próximos decisivos passos.

Não devemos nos dispersar, mas antes continuar apoiando esta causa.

Rev. Francisco de Assis da Silva
Secretário Geral da IEAB

Diversos cursos do Ensino Superior têm sido, por décadas, cursos técnicos que visam única e exclusivamente uma formação de mão-de-obra qualificada para o mercado de trabalho, esquecendo-se da formação humanística de seus discentes.

São cursos, que primam por uma qualidade técnico-acadêmica, com docentes de alto nível que, com toda certeza, forma profissionais de alto gabarito para o mercado de trabalho, mas tais cursos relegaram a formação cidadã para um segundo nível.

Nessa perspectiva que a Filosofia se justifica enquanto disciplina para o Ensino Superior, tanto como uma Introdução à Filosofia como em disciplinas como Ética, Filosofia da Ciência, Filosofia Política dentre outras que propiciam a formação humanística do futuro profissional. Levando-o à reflexão de sua conjuntura, da situação que o cerca e que existem possibilidades não só estrategicas, mas e principalmente, comunicativas.

Somente numa perspectiva da Filosofia é que podemos abrir outras possibilidades que não somente a Razão Estratégico-Instrumental, aquela que visa instrumentalizar os meios (sejam esses ambientais ou o próprio ser humano) para atingir os fins. Mesmo porque sem uma reflexão filosófica, por mais simples (se é que se pode chamar uma reflexão filosófica de simples!) que seja, permitir-se-á uma abordagem diferente da técnico-instrumental presente nos cursos de graduação, principalmente nos cursos de outras áreas que não as Ciências Humanas, mas até mesmo nessas existe a necessidade de uma reflexão filosófica mais apurada, levada a cabo pela disciplina de Filosofia em seus currículos.