Propomos uma pequena provocação para inciar postagens acadêmicas desse blog. A provocação consiste em apontar a possível crítica de Jean Piaget à adequação do esquema estímulo-resposta proposto pelo associacionismo para a explicação do comportamento.

Brevemente, podemos dizer que, na interação entre o sujeito-organismo e o meio, há uma substancial troca de informação. Essa troca depende do sistema de esquemas de ação do qual o sujeito-organismo é constituído. Entender a assimilação da informação pelo sujeito-organismo implica, assim, a compreensão da dinâmica de construção desse sistema de esquemas.

A dinâmica de construção desses esquemas se dá pelo processo de adaptação do sujeito-organismo ao meio. Assim, segundo Jean Piaget, o sujeito-organismo é constituído por uma estrutura adaptativa prévia que lhe permite assimilar a informação, mas ao assimilar a informação sua estrutura pode se modificar, por acomodação, transformando a nova assimilação de um mesmo estímulo pelo sujeito-organismo. Nesse sentido, um mesmo estímulo (informação fornecida pelo meio) pode gerar respostas diferentes no mesmo sujeito-organismo.

Dessa forma, temos que a explicação do comportamento do sujeito-organismo não se traduz adequadamente pelo esquema estímulo-resposta proposto pelo associacionismo.

** Resumo de comunicação apresentada e publicada nos Anais do V Encontro Internacional de Informação, Conhecimento e Ação – Informação, Tecnologia e Ação, promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência Cognitiva – SBCC e pelos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e Pós-Graduação em Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciência da UNESP – Marília-SP em Outubro/2007.

Após algum tempo de investigação e julgamento a USP condenou os professores do Instituto de Física (prefiro não citar nomes) por plágio.

Contudo, a condenação foi branda, pois a comissão de ética da USP considerou que o acontecimento não foi deliberado (apesar de ter ocorrido em dois artigos diferentes e os autores plagiados não são os mesmos!!!) ou ato de má fé! O comunicado da comissão diz: “Houve um desvio ético na redação dos mesmos por uma inaceitável falta de zelo na preparação dos artigos publicados” (cf. matéria on line da Folha de São Paulo).

Agora, sejamos francos! Se houvesse um maior rigor na formação dos profissionais, até mesmo de áreas das Ciências Naturais como a Física, punindo-se os alunos por esses desvios éticos acredito eu que não teríamos problemas como esse.

Mas é notório que não só plágio, mas como a compra de trabalhos acadêmicos (até mesmo os famosos TCC’s), o que não configura plágio pois o trabalho pode ser, realmente, original, mas não feito por quem o entrega à banca examinadora, ocorre na realidade acadêmica brasileira. O que é uma vergonha.

Sou mestrando em Filosofia, defendo minha dissertação em Dez/2008, e o que já recebi de propostas para fazer trabalhos para outras pessoas não está escrito!! Desde simples resumos de obras, solicitadas como trabalho para disciplinas até mesmo a confecção de trabalhos inteiros de pesquisa. É vergonhoso!!

Temos, como membros da academia, que levantar nossas vozes e pensar uma maneira de coibir esse tipo de “desvio ético” já no início da vida acadêmica e não somente em casos extremos como esses!

Lutemos por ética na vida e não por uma vida pautada pelo famoso “jeitinho brasileiro”!

Olá a quem possa interessar!

Depois de um longo período, em que até mesmo excluí meu antigo blog, estou de volta.

Minha intensão é postar meus pensamentos, coisas que estão acontecendo comigo e o que mais der na minha cabeça. Textos, resenhas, pensamentos… nunca, claro, desconectado da vida acadêmica à qual abracei.

Cogito ergo sum… e por pensar é que existo é que expressarei meus pensamentos aqui… e, na medida do possível, responderei os comentários que existirem, se é que existirão….

Valeu!