Oi pessoal,

Esse post vai ser bem diferente do que normalmente eu publico por aqui, mas nos últimos tempos, além de me dedicar à pesquisa de doutorado, estou, nas poucas horas vagas que tenho, estudando Python, uma linguagem de programação extremamente interessante e eficaz. E isso para dizer o mínimo. A linguagem é extremamente poderosa para os mais diversos trabalhos, mas não é dela que vou falar aqui hoje, isso vou deixar para um outro momento.

Como uma linguagem interpretada, um dos super-poderes do Python, temos além do interpretador padrão, que vem quando vc instala a linguagem em sua máquina (para quem usa Linux ela já vem instalada) existem outros, digamos, sabores do interpretador da linguagem, cada um com seus prós e contras, mas vou me dedicar especificamente a um que venho usando nos meus estudos que é muito bacana e que possibilita uma customização interessante. Falo do iPython.

Estou escrevendo esse texto, pois para quem está iniciando com o iPython, que é o meu caso, customizar não é algo assim tão trivial. Nesse caso eu tive a excelente ajuda do Henrique Bastos, cara super bacana e que tem me auxiliado pra caramba nos meus estudos de Pythton.

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Olá pessoal,

Despois de um longo e tenebroso inverno (que ainda está nos rondando aqui em Winterfell!!), estou de volta com as postagens no blog.

Bem, na academia uma das grandes questões, principalmente se os recursos são escasso (e sempre são), é como fazer para gerar os certificados dos participantes de um evento, seminário, minicurso etc. Com esse vídeo que compartilho nesse momento podemos ver como utilizar o LibreOffice Writer para automatizar essa tarefa e podermos gerar os PDF’s dos mesmos, já que hoje em dia não se necessita ter o grande custo de imprimir um certificado já que podemos gerá-los digitalmente e, assim, facilitar o envio e reduzir os custos. Espero que gostem.

Forte abraço e em breve novos vídeos e postagens serão aqui compartilhados.

 

Prezados é com prazer que anuncio que minha proposta de minicurso intitulado “Introdução à Epistemologia Genética de Jean Piaget” foi aceita no XI SEPECH – Seminário de Pesquisa em Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina – UEL.

O XI SEPECH acontecerá de 27 a 29 de julho de 2016 e espero poder contar com todos os interessados na Epistemologia Genética de Piaget.

O propósito do curso é:

Apresentar como, na Epistemologia Genética de Jean Piaget, sãoconstruídas as estruturas necessárias à aquisição do conhecimento, partindo de um sujeito inexistente, para si mesmo, bem como da inexistência dos objetos, para esse sujeito, em direção a um sujeito consciente de si e do real que o cerca e sua
influência.

Abaixo imagem da carta de aceite que recebi da comissão organizadora do evento.

AceiteXISEPECH

LeoGoldbergA Revista Filosofia: Ciência & Vida de agosto/2015 (Número 109) traz como reportagem de Capa um interessante artigo do Psicólogo e Psicanalista Leonardo Goldberg (foto), doutorando em Psicologia Social pelo Instituto de Psicolgoia da Universidade de São Paulo – IP-USP.

Com o título “Perfis Póstumos nas Redes Sociais” Goldberg apresenta uma interessante discussão sobre a morte nos dias atuais. Lembra o autor que:

Se os egípcios enrolavam pergaminhos junto aos mortos, com instruções para a “vida pós-vida”, o sujeito moderno encontra nas redes sociais um espaço de registro para “atualizar” na Linguagem o memorial de um morto.

Nessa perspectiva Goldberg apresenta que redes sociais como Facebook possuí entre 10 e 20 milhões de perfis de pessoas já falecidas. Menciona, inclusive, que o próprio Facebook já

[…] criou um questionário para transformar os perfis póstumos em ‘páginas memoriais’ e estabeleceu uma ordenação diferente para, por exemplo, o perfil do falecido não aparecer como “sugestão de amaizade” em espaços públicos da rede.

Interessante, ressalta Goldberg, é que isso aconteceu motivado por reclamações de parentes que se sentiram incomodados com situações corriqueiras da rede social com o perfil de alguém já falecido. Além de familiares que, após o falecimento, mantinham o perfil da pessoa falecida, atualizando com informações e amigos que postavam mensagens nesses perfis como forma de manter o contato com tais pessoas.

Segundo o autor isso manifesta diversas transformações na linguagem promovidos pela cibercultura e o seu impacto na significação cultural do conceito de morte.

Assim, o autor percorrendo correntes psicanalíticas e filosóficas, apresenta essas transformações do conceito de morte e como as pessoas estão lidando com tais transformações. Trazendo à tona uma discussão muito interessante em tempos de redes sociais e que tais transformações estão fortemente marcadas no campo da Linguagem, tanto imagética como escritural, pois é pela linguagem (em seus vários matizes) que a cultura se constitui e se transforma.

Vale muito a pena a leitura, e mostra um pensamento psico-filosófico coerente com seu tempo e profundamente comprometido com tarefa de compreender a realidade cultural que nos cerca nesse mundo que já não tem mais as fronteiras que outrora possuía, mas está aberto a todos, inclusive aos que falecem e, em termos de linguagem, como lidamos com isso.

Lendo o capítulo sobre experiência religiosa no texto “ÁVLIA, A. Para Conhecer a Psicologia da Religião. São Paulo: Loyola, 2007”, fui impelido a escrever sobre alguns apontamentos que estou a considerar.

Primeiro, a interessante e profundamente intrigante descrição dessa experiência humana. Ávila nos leva à compreensão de que existe uma experiência do inenarrável, do inefável, i. e., do indizível e, portanto de algo que não podemos dar vazão pela racionalidade e que, em muitos casos, essa experiência é interpretada (dentro do possível) como a experiência do transcendente ou do sagrado.

Diante disso, o autor se coloca duas questões, a primeira é se essas experiências, que identificamos ou interpretamos como sendo religiosas possuem um núcleo comum ou se, ao contrário, cada experiência é uma experiência distinta e portanto não possui nada em comum com qualquer outra experiência a não ser a semelhança de ser a experiência do indizível. Em outras palavras existe Religião ou Religiões?

A segunda pergunta que o autor se propõe é se existe, e existindo quais seriam, os critérios de para uma possível caracterização da experiência religiosa.

Para responder à primeira o autor se coloca diante de duas possibilidades, a primeira é de um centro comum que fosse característico da experiência interpretada como religiosa, apesar das distintas formas em que essas experiências são pautadas em suas interpretações.

Por outro lado, o autor apresenta a “teoria da diversidade” que tem como tese a multifacetada realidade da experiência religiosa que impediria, assim, que esta tivesse um núcleo comum que as defina como realidade única e universal.

Óbvio que do ponto de vista da ciência seria muito útil se houvesse um núcleo comum, pois facilitaria o trabalho do pesquisador em analisar as diversas experiências e traçar qual seria, então, esse núcleo comum para compreensão do fenômeno da experiência humana interpretada como religiosa.

Por outro lado, para o próprio sujeito religioso isso seria impensável, pois é colocar sua experiência religiosa no mesmo nível de outros que professam uma religião totalmente distinta de dele e, por vezes, antípoda desta.

Assim, fica o dilema sem uma tomada de posição pelo autor do texto: as diversas experiências humanas interpretadas como religiosas possuem meras distinções de forma ou são essencialmente distintas?

Quanto à segunda pergunta, ou seja, sobre a existência de critérios para a caracterização da experiência religiosa, o autor assume a proposta de Söderblom e diz termos dois critérios: a religião profética e a religião mística.

A religião profética tem as seguintes características:

  • Compreendem deus de forma predominantemente paterna;
  • Divindade vivida como fonte de força para enfrentar ação construtora do mundo;
  • A religião é vivida por meio das categorias do chamado e da missão;
  • É uma experiência nem sempre desejada, sentida como peso que leva à angústia e ao desejo de fuga (Jonas – Jesus no Getsêmani)
  • Quando maduras e sadias trazem compreensão de um mundo bom, um lugar de encontro e fraternidade e a missão como expressão da vivência religiosa, de um fogo que arde dentro do indivíduo.

Enquanto que a religião mística possui as seguintes características:

  • Caracterizada por um desejo de comunhão com o divino;
  • Caracterizada, segundo Jung, como uma volta ao interior do próprio indivíduo;
  • Possui uma compreensão materna, afetiva e feminina de deus;
  • O desejo tem papel primordial, em detrimento à razão e à volição;
  • O universo é percebido como uma realidade boa e bela, com a qual o indivíduo sente-se em comunhão.

Apesar das distinções, não podem ser tomadas como duas realidades distintas e antagônicas, ao contrário, devem ser compreendidas como formas complementares da vivência da experiência religiosa.

Diante dessas questões e dos desdobramentos que o autor se propõe, deixa claro que o que ele quer é apresentar a possibilidade de refletirmos sobre a localização na neuroanatomia funcional do cérebro. Para isso, passa então para uma análise das bases biológicas das experiências religiosas.

Destaca os grandes avanços que as neurociências alcançaram nos últimos anos, principalmente no que concerne à lateralidade cerebral e às distintas e especializadas funções dos dois hemisférios cerebrais, particularmente o direito, possibilitaram um estudo sobre a base biológica da religiosidade.

Assim, as distinções apresentam que o hemisfério esquerdo é responsável por atividades racionais, habilidades lógico-matemáticas, linguagem etc. Enquanto que o hemisfério direito é responsável pela capacidade visual-espacial, habilidade musical, resposta emocional, síntese perceptiva etc. Apesar das distinções em seus funcionamentos, ambos funcionam de modo relacionado e harmonioso.

Diante de tanta especialização, os pesquisadores buscaram localizar em que região cerebral poderia ocorrer as experiências religiosas e concordam entre si que é provável que esta encontra-se no hemisfério direito do cérebro, mais especificamente no lobo temporal direito.

Para ilustrar sua apresentação, o autor recorre à Jaynes (1978) com a tese de que os dois hemisférios, num momento longínquo da história evolutiva da humanidade, funcionavam independentemente um do outro, e que os indivíduos, por falta dessa interconexão, interpretavam, com o hemisfério esquerdo, as vozes e visões que tinham por conta do hemisfério direito como advindas de divindades e agiam seguindo essas vozes ou visões.

Justamente pelo fato do hemisfério esquerdo não ficar passivo diante da atividade isolada do hemisfério direito, procurava articular e interpretar o que vinha da outra mente como atividade de divindades transcendentes. E, diante dessa dicotomia conflituosa, teríamos de um lado o inefável do sagrado proposto pelo hemisfério direito e de outro o esforço por dar significação articulando racionalmente o significado dessa experiência.

Jaynes levaria essa sua tese às últimas consequências dizendo que a evolução levou à quase desaparição dessa dupla consciência e, assim, ao silenciar dos deuses dando origem à consciência racional moderna. Bem, podemos dizer que há controvérsias, mesmo que ainda no nível da especulação, pois se isso fosse realmente assim hoje não haveriam mais religiões e, muito menos experiências humanas que abrissem a possibilidade de as interpretar como religiosas.

Nosso autor, então, vai ressaltar a falta de comprovação empírica e que essa proposta de Jaynes e puramente especulativa, mas que demonstra a busca e o esforço criativo para relacionar a experiência religiosa à neurofisiologia e à estrutura anatômica do cérebro. Mas reduz as experiências humanas interpretadas como religiosas à neurofisiologia funcional do cérebro.

Mas, não podemos deixar de ressaltar a importância que o hemisfério direito, tido por não-racional, devido às especificidades de suas funções, para o total desenvolvimento humano. Que o desenvolvimento harmonioso entre ambos os hemisférios ajuda a diminuir o desafortunado e, muitas vezes, destrutivo desenvolvimento exclusivo de um ou de outro.

De modo que, fica a questão de como esses conhecimentos podem auxiliar na compreensão da experiência humana interpretada como religiosa. Que esta não pode ser reduzida a apenas uma emoção, pois é complexa e envolve a totalidade do sujeito e, provavelmente, as distintas atividades do cérebro.

O autor, então, apresenta as pesquisas feitas que localizaram a experiência humana interpretada como religiosa no lobo temporal direito. Destacamos, aqui, as pesquisas de Persinger, mas que autores como Bear e Fedio chegaram a resultados diferentes, fazendo que ainda seja prematura falar de uma inclinação religiosa do lobo temporal.

Devemos lembrar que o conhecimento sobre o cérebro e seus processos ainda é muito limitado, por isso temos que ter cautela ao generalizar as conclusões. Apesar dos grandes avanços no conhecimento do cérebro ainda é um mistério a relação mente-cérebro e um perigo exagerar no reducionismo da consciência à atividade neuronal.

P.S.: Lembrando que é uma parcial do livro, só uma seção de capítulo e que exponho minha leitura do mesmo e não algo conclusivo e que está hermeticamente fechado.

Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Um período de grandes mudanças e de muita concentração. Por isso o meu site/blog também estará passando por alterações. Seja de lay-out, seja de conteúdo, será um período de renovação. Por conta disso, muito provavelmente teremos alguns probleminhas para quem, ainda, o acessa!!!

Lembrando que esse meu site/blog é mais um curriculum vitae facilitado, com alguns pensamentos e alguma divulgação de eventos que participo ou fico sabendo.

Valeu a todos os meus poucos leitores, que continuem assíduos ao site/blog.

Até o próximo post.

Atualização em 03/05/2015: Após a publicação deste post em 20/11/2015 algumas coisas mudaram nas atualizações que o Mendeley fez. Assim, para instalar a ABNT no Mendeley encontrei um Tutorial no Posgraduando que pode ser muito útil a todos que queiram usar essa ferramenta excelente e gratuita para gerenciamento de referências em textos acadêmicos. Bom trabalho!!!

Após ter divulgado o Mendeley (www.mendeley.com) no meu perfil do Facebook, algumas pessoas me perguntaram como fazer para ter o padrão da ABNT nesse excelente gerenciador de referências. Assim, para ajudar aos meus amigos decidi criar esse pequeno passo-a-passo, pois é muito simples de implementar.

Primeiramente, calro, deve-se criar uma conta, baixar e instalar o Mendeley em seu computador (Ah! caso seja do seu interesse você pode me seguir por lá, pois o Mendeley também é uma rede social de pesquisadores!!!).

Após a instalação do Mendeley, baixe o seguinte arquivo ABNT_Autor_Data (é um arquivo *.zip com a padronização da ABNT) Esse arquivo eu consegui no site Condição Inicial cujo autor foi o responsável por criar os arquivos dos estilos para ABNT.

Após baixar o arquivo, extraia os dois arquivos *.csl na mesma pasta que você salvo o arquivo *.zip (pode ser a pasta downloads mesmo!!!), são dois, pois é um para o padrão ABNT em que os títuos dos livros ficam em negrito e outro para o padrão da ABNT em que os títulos dos livros ficam em itálico, para agradar o gosto de todos. Ambos, como o nome dos arquivos já sugerem, trabalham com o padrão autor/data. Esse é o padrão em que as referências ficam (MARÇAL, 2014) e por ai vai.

Arquivos descompactados, abra o Mendeley em seu computador. No menu selecione View – Citation Style – More Styles, como mostra a imagem abaixo:

MenuMendeley

Na minha imagem os estilos da ABNT já aparecem no menu Citation Styles, pois já estão instalados, mas após clicar em More Styles você terá a seguinte janela de diálogo:

JanelaMoreStylesMendeley

Note que é um recorte parcial, mostrando a janela dos estilos já instalados. No meu caso os estilos da ABNT já aparecem, pois já estão instalados por aqui. Mas, com essa janela aberta, agora é só abrir o Windows Explorer e ir até a pasta onde os arquivos *.csl estão (lembra, você baixou um *.zip e obtve dois arquivos *.csl ao descompactá-lo). Reduza a janela do Windows Explorer para que possas ver, por trás dela, a janela do Mendeley.

Feito isso, basta arrastar o arquivo *.csl (um por vez) do Windows Explorer para a janela de Citation Styles do Mendeley e ele instalará o estilo, no nosso caso o da ABNT.

Voi lá!!! Simples não!!

Façam bom proveito dessa importante ferramenta de gerenciamento de citações.

E não é que um trabalho bem feito dá frutos? Nunca duvidei disso e nunca duvidei da capacidade dos alunos que oriento. Um deles, a Tayna, teve sua primeira proposta de comunicação oral aprovada para o I Coloquio Internacional “Vigencia del Constructivismo Hoy” que acontecerá de 26 a 29 de outubro, na Pontifícia Universidade Católica do Peru, em Lima. Abaixo uma imagem da carta de aceite oficial do evento.

Certamente um grande orgulho para mim! Parabéns Tayna!

Carta Aceite

Acontecerá no período de 26 a 30 de outubro de 2014, em Lima-Peru, na Pontifícia Universidade Católica – PUCP, o I Coloquio Internacional “Vigencia del Constructivismo Hoy”.

Cartaz Colóquio Internacional em Lima-Peru

O Colóquio tem como objetivo gerar debates relacionados ao construtivismo e sua vigência na atualidade, tanto em suas vertentes epistemológicas, como psicológicas e educativas. O construtivismo, como marco teórico orientado a explicar a origem e construção do conhecimento, aporta de maneira significativa o debate científico, filosófico e educativo contemporâneo, mas suas implicações, nos pormenores, não são adequadamente estimadas ou compreendidas. É nesse sentido que o Colóquio busca ser um ponto de articulação que permita e facilite o compartilhamento de ideias, avanços, discussões e propostas coerentes com está linha teórica e prática.

O prof. Me. Vicente Eduardo Ribeiro Marçal, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Rondônia, bem como Coordenador do GEPEGRA – Grupo de Estudos e Pesquisa em Epistemologia Genética da Região Amazônica, e responsável por este site, liderará um grupo de estudantes que participarão do Colóquio, inclusive com apresentação de comunicações orais.

Certamente será um excelente momento de compartilhamento dos resultados parciais das pesquisas que estamos fazendo no âmbito da Amazônia Legal, mais precisamente na Universidade Federal de Rondônia. Além do enriquecimento intelectual e de relacionamento que os representantes do GEPEGRA terão na participação neste Colóquio.

Depois de fazer uma retrospectiva sobre o meu trabalho em 2013, nada melhor do que um planejamento daquilo que pretendo realizar em 2014. É óbvio que esse planejamento visa, especificamente, minhas atividades profissionais, pois no que se refere à minha vida pessoal prefiro deixar o barco rolar!!!

Em forma mais esquemática e permanente, já que um post no blog sempre some da primeira página a medida que outros posts são feitos, o planejamento encontra-se na página Atividades do site.

Não há, na sequência de atividades qualquer tipo de hierarquia ou mesmo de necessidade cronológica, é um planejamento do que pretendo realizar em 2014 e que servirá de metas a serem cumpridas. Assim, meu primeiro propósito é cumprir com minhas atividades docentes diante das disciplinas que o Departamento de Filosofia da UNIR me confiar. Já para o primeiro semestre de 2014 serão as disciplinas de Metodologia e Prática de Pesquisa em Filosofia II e Teoria do Conhecimento I ambas no curso de Filosofia e Lógica Aplicada à Documentação no curso de Biblioteconomia.

Como tenho me consolidado professor de Lógica tanto na Filosofia como na Biblioteconomia, estabeleci como meta a escrita de um livro de Lógica em conjunto com o prof. Marcello Ribeiro, do Departamento Acadêmico de Ciência da Computação da UNIR. Tarefa essa que pretendemos realizar ainda no primeiro semestre de 2014. O mesmo servirá de material didático às nossas turmas.

Dentre as minhas atividades docentes a mais central para mim em 2014, além das disciplinas, será a consolidação da minha atuação enquanto pesquisador em Epistemologia Genética, não só na UNIR, mas na Região Amazônica como um todo, buscando me tornar referência na área para a região.

Dentre as tarefas que terei em minhas pesquisas, destaco que dei-me a incumbência de traduzir a introdução do texto “Intrdocution a l’Épistémologie Génétique” de Jean Piaget. Essa tradução é tarefa fundamental para duas atividades que estou envolvido em conjunto com os professores Ricardo P. Tassinari e Rafael dos Reis Ferreira. Além, claro, de constituirem-se tarefas fundamentais de minhas atividades junto ao GEPEGRA – Grupo de Estudos e Pesquisa em Epistemologia Genética da Região Amazônica,  têm tudo a ver com minhas atividades no projeto “O Conhecimento enquanto problema da Epistemologia Genética” o qual desenvolvo no GEPEGRA/DFIL/UNIR.

Ao longo do primeiro semestre teremos a organização do I Congresso de Filosofia da Região Amazônica, o qual congregará, principalmente, pesquisadores, professores e discentes de todo o Norte do país, pois é uma atividade voltada a eles. Esse Congresso ocorrerá em Porto Velho e tem data prevista para o período de 5 a 9 de maio de 2014. Saliento que o mesmo acontecerá em Porto Velho, pois foi concebido como um projeto itinerante, i. e., o II Congresso acontecerá em outra cidade da Ragião Amazônica a ser definida durante a realização do primeiro.

O I Congresso de Filosofia da Região Amazônica será o principal aporte das atividades da Clareira – Revista de Filosofia da Região Amazônica que tem lançamento previsto de seu primeiro número no final do primeiro semestre de 2014.

Todo o trabalho que venho realizando visa consolidar o GEPEGRA. O Grupo foi reconhecido pela Instituição no final de 2013, mas tem atividades sendo realizadas desde 2010. Em 2011 realizamos o I CEGRA – Congresso de Epistemologia Genética da Região Amazônica. Em 2012 tivemos a segunda edição do CEGRA. Ao realizarmos um trabalho tão intenso para a realização das edições do CEGRA anualmente, percebemos o quão hercúleo é essa tarefa de organizar um congresso. Assim sendo, decidiu-se que o mesmo passaria a ser bienal para termos mais tempo e fôlego de organização. De modo que no período de 15 a 17 de outubro de 2014 teremos o III CEGRA, que tem por meta trazer o prof. Jean-Marie Dolle da Universitè de Lyon – França como um dos nossos palestrantes. Além, claro, de se consolidar como Congresso da Região Amazônica, pois estamos em contato com professores da UFAM para essa realização.

Temos também a preocupação de preparar os discentes do GEPEGRA para que em junho-julho/2014 possam estar com projetos prontos e competitivos para a seleção de bolsas PIBIC/CNPq/UNIR, pois é meta termos, pelo menos dois bolsistas do grupo, um orientado por mim e outro orientado por um dos docentes pesquisadores do grupo.

Como parte das atividades de consolidação do GEPEGRA estou preparando um curso de extensão “Introdução à Epistemologia e Psicologia Genéticas” a ser ministrados aos discentes da UNIR e aberto à comunidade.

Dentre todas as atividades, obviamente está prevista a escrita de artigos para publicação em periódicos com Qualis CAPES e, também, a participação em pelo menos dois eventos, um em cada semestre, para a apresentação e discussão dos resultados parciais alcançados pelas nossas pesquisas. Incentivando, inclusive, a participação de outros membros do Grupo nesses eventos.

Não posso deixar de mencionar que tenho como meta participar de pelo menos duas reuniões do GEPEGE – Grupo de Estudos e Pesquisa em Epistemologia Genética e Educação da Faculdade de Filosofia e Ciência da UNESP/Marília-SP, o qual é o grande responsável por minha trajetória acadêmica. Essas participações seriam, pelo menos, uma por semestre.

Dentre todas as minhas atividades, não posso esquecer que tenho, ainda, as burocráticas que serão confiadas a mim pelo Departamento de Filosofia.

Por último, mas não menos importante, saliento que estou em plena atividade no meu projeto de doutorado que em breve será uma realidade.

Bem, parece que um ano será pouco para realizar todas essas atividades. Mas que venha 2014, pois estou confiante que terei plenas condições para realizar todas a atividades que me proponho.