Maieutica

Sócrates

Sócrates

Sócrates, 469 a.C. a 399 a.C., é considerado o grande filósofo da antiguidade.  Grande parte dessa afirmação se dá por uma criação intelectual muito peculiar da qual ele é responsável: a Maieutica.

Contudo, em que consiste a Maieutica?

Sobretudo a Maieutica é um método. Um método investigativo muito interessante. Consiste em dialogar com seu interlocutor com o objetivo único de extrair a verdade.

Platão

Platão

Vale lembrar que Sócrates, propriamente, não escreveu um único texto. Assim, o que temos são de fontes próximas, das quais aqui utilizarei Platão (427 a.C a 347 a.C.), seu discípulo mais proeminente.

Nos chamados Diálogos da Juventude, Platão assume a proposta socrática e trabalha de forma a dar corpo aos conceitos e pensamentos de seu mestre. Entretanto, como é óbvio, existe uma mistura do que o mestre pensava e da própria genialidade do discípulo, não sendo uma tarefa fácil separar o que é próprio de Sócrates e o que é próprio de Platão.

Sócrates utiliza do método unindo Ironia e Maieutica. Com o primeiro faz uma desconstrução do falso, aponta que o que sustenta-se como verdadeiro, não o é. Sua proposta ao utilizar da Ironia é justamente mostrar que aqueles que dizem conhecer sobre determinado assunto na verdade não o conhecem e utilizam de certezas ilusórias para sustentar seus conhecimento.

Claro que aqueles que são confrontados por Sócrates no momento da utilização da Ironia não utilizam de má fé ao sustentar seus conhecimentos, mas estão enganados em seus conhecimentos. Assim, Sócrates promove a desconstrução da opinião (doxa) para que o verdadeiro conhecimento (episteme) seja alcançado.

Num segundo momento vem a utilização da Maieutica que consiste em trazer a luz a verdade que está no próprio indivíduo. Vale lembrar que a palavra maieutica, no grego, era o termo utilizado para designar o ofício da parteira, que auxilia a mulher a dar a luz.

Assim, Sócrates compreende que fazendo as perguntas certas é possível trazer a verdade que está no próprio sujeito. Aqui ressalta-se que temos mais do discípulo do que do mestre, pois para Platão o conhecimento é reminiscência, ou seja, lembrança. Justamente porque nossa alma, antes de nascermos estaria no mundo das ideias e lá contemplaria a verdade. Ao nascermos, nossa alma se esquece da verdade e ao ser confrontada com as perguntas certas consegue lembrar a verdade, pois essa era contemplada diretamente.

Bem, isso é um singelo apontamento para instigar a pesquisa e busca da compreensão do que esses dois importantes pensadores da Antiguidade nos legaram no processo de compreensão de nós mesmos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *