Segue, abaixo, a Programação do CEGRA. Ressaltamos que essa programação está, ainda, sujeita a alterações até o início do Congresso.

27/04
14h as 18h30min Credenciamento
19h Abertura
19h30min Palestra:  “Contribuições da Epistemologia Genética à Prática Docente” – Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya – UNESP – Marília-SP
28/04
9h as 12h Minicurso “Aprendizagem e Desenvolvimento na Teoria de Jean Piaget” – Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya – UNESP – Marília-SP
14h as 17h30min Minicurso “Aprendizagem e Desenvolvimento na Teoria de Jean Piaget” – Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya – UNESP – Marília-SP
19h30min Palestra “Conhecer o Homem para Educar: Uma Visão Epistemológico-Genética” – Prof. Dr. Ricardo Pereira Tassinari – UNESP – MaríliaSP
29/04
9h as 12h Comunicações Orais
14h as 17h30min Comunicações Orais
19h30min Palestra com Prof. Dr. Fernando Becker – UFRGS – Porto Alegre-RS

A proposta construtivista, baseada na Epistemologia Genética de Jean Piaget, não vê a linguagem como a grande reveladora da Lógica e, consequentemente, da Inteligência. Mas, a partir das pesquisas e análises do comportamento infantil, feitas por Piaget, permitiram-no constatar a existência, não consciente para a criança, de uma estrutura lógica subjacente às suas ações, cujo desenvolvimento culminará na estrutura, propriamente dita, do pensamento e da linguagem.
A ação passa a ocupar, então, o centro das pesquisas e análises de Piaget, que a considera como fundamento da inteligência. É devido à importância da ação na constituição das estruturas necessárias ao conhecimento, que o Construtivismo entende ser relevante a compreensão da ação e suas relações com o processo de aquisição do conhecimento.

Para entendermos essa importância da ação, exploraremos, neste artigo, as noções da Epistemologia Genética que fundamentam a ação, afinal desde o nascimento há conduta, no sentido da ação total do indivíduo, e não somente um colocar em jogo automatismos particulares. Assim, fazemos por entender que a ação, no Construtivismo, implica o conhecimento não como cópia do real, mas, sim, num agir sobre o próprio real, transformando-o. De tal forma que exprime o fato de todo conhecimento estar ligado a uma ação e que conhecer um objeto ou fenômeno é utilizá-los, assimilando-os aos esquemas de ação do sujeito.

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É com muita satisfação que faço a divulgação do I Congresso de Epistemologia Genética da Região Amazônica <www.cegra.unir.br>, o mesmo tem por objetivos, como o próprio site nos informa:

  1. Promover a discussão temática sobre a atividade docente à luz da Epistemologia Genética;
  2. Promover a troca de experiências da prática docente sob o foco da Epistemologia Genética;
  3. Fortalecer e ampliar as atividades do GPEGRA – Grupo de Pesquisa em Epistemologia Genética da Amazônia;
  4. Oferecer elementos de discussão e subsídios teóricos aos estudantes de Programas de Graduação e de Pós- Graduação na elaboração de suas pesquisas;
  5. Oferecer subsídios teóricos para nortear a prática docente dos professores da Educação Básica;
  6. Publicar os trabalhos apresentados como contribuição à reflexão da prática docente à luz da Epistemologia Genética;
  7. Promover a discussão temática sobre a atividade docente à luz da Epistemologia Genética;

Não deixem de prestigiar um evento de tamanha importância para a Região Amazônica, para pensarmos nossas práticas docentes a partir de nós mesmos.

Foto Immanuel KantAo buscar-se uma compreensão do processo de consolidação da Modernidade, principalmente no que tange à Teoria do Conhecimento, é fundamental uma abordagem da imensa contribuição que o filósofo prussiano Immanuel Kant (1724 – 1804) nos deixou. Bem vale lembrar que foi em “[…] Kant, por cujo questionamento lógico-transcendental a teoria do conhecimento atingiu pela primeira vez consciência de si mesma […]” (HABERMAS, 1987, p. 26).

A obra kantiana é extremamente complexa. Ele “[…] discriminava três faculdades da mente humana: conhecer, julgar, querer. […]” (FREITAG, 1992, p. 46), pois a sua preocupação está em compreender todo o processo do conhecimento humano e como este influi no cotidiano. Não podemos aqui simplesmente dividir a obra kantiana para que possamos abordar um aspecto que nos pareça relevante, isso, com certeza, fará com que nossa interpretação seja parcial e incorreta. O trabalho desse filósofo se dá nessas três vertentes e sob elas é que deve ser interpretado.

É nosso objetivo aqui analisarmos de forma isolada a Teoria do Conhecimento de Kant, para que possamos chegar a uma compreensão profunda da mesma. Teremos em mente que ela não está dissociada das Teorias Moral e Estética e apontaremos, caso se fizer necessário, as relações estabelecidas por Kant em sua tríade conceitual.

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