Vicente E. R. Marçal

Professor e Pesquisador em Filosofia e Epistemologia

O insustentável preconceito do ser!

Vi o texto que segue numa publicação do FaceBook, o texto é de Rosana Jatobá (foto) –  jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Tomo, então, a liberdade de reproduzí-lo aqui, pois vale muito a pena ser lido.

O insustentável preconceito do ser!

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar….

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.

Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “Cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
“O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor”.
“É ofensivo”, diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

“Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra ‘niger’ para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
‘Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe’…que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).

Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan ‘black is beautiful’. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém”.
Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos” , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha “criadagem” não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia …
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”. Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.

PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.

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Não tenho a fonte do texto, a não ser o que foi compartilhado no FaceBook, mesmo assim o texto é brilhante e reflete o preconceito velado que existe no povo brasileiro.

 

 

XIV Colóquio Kant da UNICAMP: Justiça e Liberdade

Acontecerá no período de 08 a 10 de agosto de 2012 o

XIV Colóquio Kant da UNICAMP:

Justiça e Liberdade

no Auditório do IFCH da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP.

Sob a coordenação dos professores José Oscar de Almeida Marques e Andrea Faggion, tem os seguintes conferencistas já confirmados:

Aguinaldo Pavão – UEL
Alessandro Pinzani – CNPq/UFSC
Alexandre Hahn – UNB
Andrea Faggion – UEM
Aylton Barbieri Durão – UFSC
Christian Hamm – UFSM
Daniel Tourinho Peres – CNPq/UFBA
Delamar Volpato Dutra – CNPq/UFSC
Fábio Scherer – UEL
Frederick Rauscher – Michigan State University
Juan Bonaccini – CNPq/UFPE
Julio Esteves – CNPq/UENF
Robert Louden – University of Southern Maine
Zeljko Loparic – PUC-SP/PUC-PR/UNICAMP

Chamada de trabalhos:
As propostas, apropriadas para uma comunicação de 30 minutos, devem ser enviadas para o endereço eletrônico andreafaggion@gmail.com até o dia 31 de maio de 2012, e conter: título, nome do autor (e do orientador, quando for o caso), instituição, endereço eletrônico do autor, resumo entre 250 e 500 palavras, 4 palavras-chave e referências bibliográficas, digitados em formato A4, espaço 1,5, fonte Times New Roman, 12. As propostas devem versar necessariamente sobre Kant, dando-se preferência a trabalhos ligados à sua filosofia política.

Inscrições:
Alunos de Graduação: R$30,00. Alunos de Pós-Graduação e Professores do Ensino Básico: R$40,00. Professores do Ensino Superior: R$50,00.

Obs: As inscrições devem ser feitas no local, durante o evento.

Promoção:
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH
Departamento de Filosofia
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência – CLE

Apoio:
Secretaria de eventos do IFCH

Fonte: http://www.kant.org.br/modules/mastop_publish/?tac=112

Repúdio ao projeto de lei que regulariza a profissão de “filósofo”

Prezados colegas:

Tramita no Congresso Nacional, em regime conclusivo, o projeto de lei nº 2533/11, elaborado  pelo depudado Giovani Cherini (PDT/RS)* . Seu objetivo é  regulamentar a profissão de filósofo no Brasil. Conforme a proposta do deputado Cherini, o desenvolvimento de projetos socioeconômicos regionais, setoriais ou globais deverão contar com a participação de filósofos devidamente registrados no Ministério do Trabalho. Estarão qualificados para o exercício da profissão todos aqueles que possuírem título de bacharel em filosofia, os diplomados “em cursos similares” no exterior, após terem seus diplomas revalidados, além de mestres e doutores não diplomados que exerçam a atividade há mais de cinco anos. O mencionado projeto de lei também assegura que a profissão de “filósofo” poderá ser exercida por membros titulares da Academia Brasileira de Filosofia e “aos por ela diplomados”. Para conferir a íntegra do projeto de lei, acesse:

Projeto de Lei nº 2533/11

Como representante da comunidade de pós-graduação dos cursos de filosofia no Brasil, a ANPOF vem manifestar seu repúdio a tal projeto.

Cursos de filosofia formam professores de filosofia, que podem ou não ser filósofos. Assim também, cursos de literatura formam professores de literaratura, que podem ou não ser literatos. Finalmente, há filósofos e literatos sem titulação acadêmica. É tão absurdo exigir diplomação específica para alguém ser filósofo quanto seria exigir diplomação específica para alguém ser escritor. A filosofia não é e nem deve tornar-se competência exclusiva de um segmento qualquer, seja ele de natureza estamental, profissional ou ideológico.

Acima de tudo, causa-nos estranheza a prerrogativa que o projeto pretende dar à Academia Brasileira de Filosofia, que qualifica como filósofos João Avelange e Carlos Alberto Torres, capitão da seleção de futebol de 1970. Trata-se de uma associação absolutamente inexpressiva no que concerne aos estudos, projetos de pesquisa e ensino da filosofia em nível universitário. A despeito disso, o referido projeto quer transformar essa entidade na representante da filosofia e da “língua filosófica” nacionais” (artigo 7).

Por essas razões, endossamos o abaixo-assinado que circula na Internet contra o mencionado projeto!

Cordialmente,

Vinicius de Figueiredo (Presidente da Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia – ANPOF)

Fonte: ANPOF

O Grupo Prático de Deslocamentos

Aproveito esse espaço para divulgar uma publicação minha realizada nos Anais do II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas.

O artigo que disponibilizo aqui é fruto do trabalho para elabroação da minha Dissertação de Mestrado ― “O Esquema de Ação e a Constituição do Sujeito Epistêmico: Contribuições da Epistemologia Genética à Teoria do Conhecimento”, sob a orientação do Prof. Dr. Ricardo Pereira Tassinari (co-autor do artigo), no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UNESP, defendida em 2009, bem como das pesquisas realizadas junto ao GEPEGE – Grupo de Estudos e Pesquisa em Epistemologia Genética e Educação da UNESP e de pesquisas junto ao GEPEGRA – Grupo de Estudos e Pesquisa em Epistemologia Genética da Região Amazônica da Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR, numa continuidade das pesquisas em Epistemologia Genética à qual ambos os autores têm se dedicado.

Neste artigo, temos como objetivo descrever e explicar o que é o modelo Grupo Prático de Deslocamentos, introduzido por Piaget em 1937 na obra “La construction du réel chez l’enfant” (Neuchâtel, Paris: Delachaux et Niestlé).

Para tanto, introduzimos a notação matemática para descrevê-lo, damos o significado dessa notação em termos dos comportamentos da criança e explicitamos a estrutura matemática de grupo subjacente ao modelo.

Palavras-Chaves: Grupo; Grupo Prático de Deslocamentos; Construção do Espaço

Para aqueles que queriam se aprofundar ainda mais na Epistemologia Genética, acessem o artigo na íntegra

2011 Uma Retrospectiva

Ciclone? Tufão? Não sabemos, mas 2011 foi um ano de muitas, muitas turbulências. Não no sentido pejorativo da palavra, mas sim no sentido de grandes mudanças e grandes conquistas também.

O início do ano foi tranquilo, com as aulas na UNIR nas turmas de Filosofia, Direito e Biblioteconomia/Ciência da Informação. Mas, o primeiro semestre reservava uma das maiores conquistas que tivemos: a realização do I Congresso de Epistemologia Genética da Região Amazônica - CEGRA, no período de 27 a 29 de abril. Com a temática:”Contribuições da Epistemologia Genética à Prática Docente” pudemos trazer três pesquisadores de renome nacional para abrilhantar nosso congresso, foram eles: Prof. Dr. Ricardo Pereira Tassinari, do Departamento de Filosofia da UNESP/Marília-SP, Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya, do Departamento de Psicologia da Educação da UNESP/Marília-SP e o Prof. Dr. Fernando Becker, da Faculdade de Educação da UFRGS/Porto Alegre-RS.

Foto da mesa de abertura do primeiro congresso de epistemologia genética da região amazônica

Mesa de Abertura do I CEGRA

Na foto temos o Prof. Dr. Júlio Cesar Barreto Rocha, Diretor do Núcleo de Ciências Humanas da UNIR, Profa. Dra. Maria Cristina Victorino de França, Vice-Reitora da UNIR, Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya, palestrante da noite e o Prof. Ms. Vicente Eduardo Ribeiro Marçal, Presidente da Comissão Organizadora.

O sucesso do CEGRA foi retumbante, tivemos a participação de mais de 150 inscritos, dos mais variados cursos de licenciatura da UNIR e de outras instituições da cidade de Porto Velho e da região, além da participação de professores da Educação Básica. Dos inscritos tivemos cinco proponentes de apresentação de comunicação oral que deu origem à nossa revista CEGRA, na qual publicamos os ANAIS do CEGRA.

Público no Primeiro Congresso de Epistemologia Genética da Região Amazônica

Público no I CEGRA

Profs. Ricardo, Vicente e Fernando

Profs. Ricardo, Vicente e Fernando

Retomamos às atividades normais com as aulas fechando o primeiro semestre com muita satisfação diante das conquistas que tivemos.

No mês de julho, sob a coordenação da Profa. Ms. Tiziana Cocchieri, pela PROCEA, a UNIR realizou o I Colóquio sobre Formação de Identidade Cultural. No Colóquio pude debater a questão da formação de identidade cultural sob o ponto de vista filosofia, numa riquíssima mesa redonda que contou, também, com o prof. Aleks Palitot e dos comunicadores Domingues Jr. e Léo Ladeia. Além de auxiliar na organização do referido Colóquio.

Colóquio sobre Formação da Identidade Cultural

Léo Ladeia, Domingues Jr., Aleks Palitot e Vicente Marçal

Não podemos deixar de mencionar os avanços nas pesquisas em Epistemologia Genética. Obviamente que o I CEGRA foi uma das maiores realizações do nosso projeto de pesquisa. Tivemos uma comunicação aprovada no III Congresso de Egressos e Estudantes de Filosofia da UEL, intitulada “Corpo, cérebro e ambiente: um sistema complexo da consciência na teoria de Piaget”, na qual apresentamos propostas de interpretação piagetiana sobre o clássico problema corpo-mente na Filosofia da Mente.

Também não poderíamos deixar de ressaltar a conquista de uma bolsa PIBIC para a discente Sônia Maria Silveira da Costa, do curso de Filosofia, que, desde então, trabalha sob nossa orientação em projeto intitulado: “A Inteligência Enquanto Processo Biológico de Adaptação”.

Ressaltamos, também, como fruto das pesquisas realizadas em Epistemologia Genética o mini curso “O uso de modelos lógico-matemáticos na Epistemologia Genética: Uma introdução acessível” ministrado em conjunto com o Prof. Dr. Ricardo Pereira Tassinari e a comunicação oral intitulada “Sobre o Modelo Grupo Prático de Deslocamentos em Psicologia e Epistemologia Genéticas”, ambos apresentados no II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas: Interlocuções e Debates Atuais, realizado no período de 07 a 11 de novembro de 2011.

Professores Vicente Marçal e Ricardo Tassinari ministrando minicurso

Profs. Ricardo e Vicente apresentando Mini Curso

Durante o II Colóquio houve, também, o lançamento do livro “Jean Piaget no Século XXI: escritos de epistemologia e psicologia genéticas” , do qual somos um dos organizadores. O livro reúne os textos das palestras e mesas redondas do I Colóquio de Epistemologia e Psicologia Genéticas: Atualidade da Obra de Jean Piaget”, realizado em setembro de 2009. O hiato entre a data de realização do I Colóquio e o lançamento do livro mostra como é árduo o trabalho de organização de um livro desse porte, mas isso não nos impediu de aceitar o desafio e iniciarmos o processo de organização do livro do II Colóquio.

Capa do livro Jean Piaget no século vinte e um

Capa do Livro

Outro acontecimento durante o II Colóquio foi a Assembléia de Criação da Sociedade Brasileira Jean Piaget e, também, a eleição da primeira diretoria, como eu já havia mencionado antes. A primeira diretoria da SBJP ficou com a seguinte composição: Adrián Oscar Dongo Montoya (UNESP/Marília) Presidente, Ricardo Pereira Tassinari (UNESP/Marília) Vice-presidente, Julio Rique Neto (UFPB) 1º Secretário, Vicente Eduardo Ribeiro Marçal (UNIR) 2º Secretário,  Cleonice P. S. Carmino (UFPB) 1ª Tesoureira e Rafael dos Reis Ferreira 2º Tesoureiro.

Diretoria da Sociedade Brasileira Jean Piaget

Primeira Diretoria da SBJP

Durante o segundo semestre ministramos aula nas disciplinas de Lógica e Filosofia da Ciência para o curso de Filosofia que, por contratempos da greve enfrentada pela UNIR, ainda não findou, mas estamos já com as atividades retomadas e com o cronograma traçado para finalizar até março/2012.

A greve foi um capítulo a parte do ano, a qual não temos a pretensão de comentar por aqui, haja vista que esse espaço é para a divulgação de nossas atividades acadêmicas e profissionais.

O ano de 2011 foi de muitas conquistas e oportunidades, esperamos que o ano de 2012 nos contemple com muito mais.

Criada a Sociedade Brasileira Jean Piaget

Em reunião realizada às 17h30min do dia 10 de Novembro de 2011, na sala Terra Brasilis do Quality Hotel Sun Valey, na cidade de Marília-SP, por ocasião do II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas, fundamos, na presença de pesquisadores e representantes de grupos de pesquisa do Brasil, a Sociedade Brasileira Jean Piaget (SBJP).

A criação da SBJP se dá por compreender-se a importância de uma Sociedade que tenha como um de seus objetivos principais a valorização do pensamento piagetiano no Brasil.

Como parte do projeto de institucionalização da SBJP, dar-se-á a concretização jurídica da Sociedade, que terá sede na cidade de Marília.

Foi, também, eleita a primeira diretoria formada por: Presidente: Adrián Oscar Dongo Montoya, Vice-Presidente: Ricardo Pereira Tassinari, 1º Secretário: Julio Rique Neto, 2º Secretário: Vicente Eduardo Ribeiro Marçal, 1º Tesoureiro: Cleonice P. S. Carmino e 2º Tesoureiro: Rafael dos Reis Ferreira, que trabalhará em conjunto para dar estrutura e funcionalidade à SBJP.

Diretoria da Sociedade Brasileira Jean Piaget

Foto da Diretoria da Sociedade, da esquerda para a direita: Rafael dos Reis Ferreira (2º Tesoureiro), Ricardo Pereira Tassinari (Vice-Presidente), Adrián Oscar Dongo Montoya (Presidente), Julio Rique Neto (1º Secretário), Cleonice P. S. Carmino (1ª Tesoureira) e Vicente Eduardo Ribeiro Marçal (2º Secretário).

Participação como Conferencista em Colóquio Internacional

Participei, no período de 7 a 11 de Novembro de 2011, como conferencista do II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas: Interlocuções e Debates Atuais, realizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Epistemologia Genética da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Marília-SP.

Professores Vicente Marçal e Ricardo Tassinari ministrando minicurso

Na oportunidade ministrei o minicurso “O uso de modelos lógico-matemáticos na Epistemologia Genética: Uma introdução acessível” em conjunto com o Prof. Dr. Ricardo Pereira Tassinari (da FFC-UNESP), pesquisador com quem tenho trabalhado nas pesquisas em Epistemologia Genética. Além do minicurso apresentei a comunicação intitulada “Sobre o Modelo Grupo Prático de Deslocamentos em Psicologia e Epistemologia Genéticas”, fruto de meus trabalhos de pesquisa junto ao Departamento de Filosofia da Fundação Universidade Federal de Rondônia sendo, também, coordenador da mesa de apresentação de trabalhos de comunicação.

Capa do livro Jean Piaget no século vinte e um

Durante o II Colóquio ocorreu, também, o lançamento do livro “Jean Piaget no Século XXI: Escritos de Epistemologia e Psicologia Genéticas”, no qual sou um dos organizadores. O livro traz os textos provenientes das conferências e mesas redondas que aconteceram no I Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas: Atualidade da Obra de Jean Piaget, realizado no período de 08 a 11 de setembro de 2009, que teve o objetivo de promover o encontro de pesquisadores nacionais e estrangeiros, bem como de grupos de pesquisa brasileiros, que se dedicam ao estudo da obra de Jean Piaget. Destacando-se a importância não só do I Colóquio, mas do livro como resultado de tão árdua tarefa, pelo contexto em que se encontra a pesquisa com fundamento na teoria de Jean Piaget no Brasil. Sendo o livro um marco para a divulgação e repercussão dessas pesquisas, não só no Brasil como no mundo.

 

Professor da UNIR apresenta trabalho em evento cientifico

O Prof. Ms. Vicente Eduardo Ribeiro Marçal, do Departamento de Filosofia da UNIR, apresentará nos dias 12 a 16 de Setembro de 2011 comunicação intitulada “Corpo, Cérebro e Ambiente: Um Sistema Complexo da Consciência na Teoria de Piaget” no III Encontro de Egressos e Estudantes de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina. O trabalho é fruto das pesquisas realizadas pelo professor e versa sobre a importância de entendermos o Corpo e o cérebro como uma única e mesma coisa e não separados tendo no cérebro o único responsável pelas manifestações conscientes. Contrapondo, dessa forma, a clássica argumentação da Ciência Cognitiva tradicional que considera o Cérebro como o centro dos estados de consciência e de toda manifestação consciente. Dessa forma, a busca por descrever a mente a partir das atividades cerebrais, feita pela Ciência Cognitiva, desconsiderou dois simples detalhes que fazem toda a diferença para a compreensão de um sistema complexo como a consciência e seus estados de consciência: o Corpo e o Ambiente. Assim, propõe a importância do
Ambiente na construção da Consciência, conjuntamente com o Corpo e o Cérebro, tendo como ponto de partida a Epistemologia Genética de Jean Piaget.

 

Fonte: Site da UNIR

II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas: Interlocuções e Debates Atuais

O II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas, que será realizado nos dias 07 a 10 de novembro de 2011 no Hotel Sun Valley Park e na Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP, em Marília, teve sua primeira edição em setembro de 2009, organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas de Epistemologia Genética e Educação – GEPEGE.

A participação de destacados pesquisadores nacionais e estrangeiros, a qualidade dos trabalhos apresentados e o interesse do público alvo mostraram a importância de investirmos na periodicidade bianual de um evento dessa natureza.

Como resultado do Colóquio de 2009, foi publicado o Anais com textos completos, e estão sendo editados dois trabalhos: um livro com textos das conferências ministradas pelos convidados e um artigo sobre os grupos de pesquisa no Brasil que tenham como referência a teoria de Jean Piaget.

O tema que norteará o “II Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas: interlocuções e debates atuais” ser á: “O sujeito do conhecimento na Ciência e na Filosofia”. Temos o aceite de vários pesquisadores do Brasil e de outros países visando atingir os objetivos de integração e debate construtivo acerca de tópicos essenciais da teoria piagetiana.

PÚBLICO ALVO

  • Pesquisadores e estudiosos interessados na obra de Jean Piaget
  • Estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais ligados aos
  • cursos de Psicologia, Filosofia, Educação e áreas afins
  • Professores da Educação Básica

ENVIO DE TRABALHOS [normas completas no site do evento]

  • data limite para inscrição de trabalhos: 15 de junho de 2011
  • divulgação do resultado final do parecer em relação aos trabalhos submetidos à comissão científica: 30 de agosto de 2011
  • acesse o site do evento e confira as normas completas:

http://www.fundepe.com/coloquiopiaget2011/

LOCAL DE REALIZAÇÃO

Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP – Campus de Marília/SP
Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – Marília/SP
CEP: 17525-900
Fone: (55-14) 3402-1371
www.marilia.unesp.br

Quality Hotel & Convention Center – Hotel Sun Valley Park – Marília
Rua Aimorés, 501, Salgado Filho – Marília/SP
CEP: 17506-276
Fone: (55-14) 3402-9092 – Fax (55-14) 3402-9096
www.atlanticahotels.com.br

Programação do I Congresso de Epistemologia Genética da Amazônia

Segue, abaixo, a Programação do CEGRA. Ressaltamos que essa programação está, ainda, sujeita a alterações até o início do Congresso.

27/04
14h as 18h30min Credenciamento
19h Abertura
19h30min Palestra:  ”Contribuições da Epistemologia Genética à Prática Docente” – Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya – UNESP – Marília-SP
28/04
9h as 12h Minicurso “Aprendizagem e Desenvolvimento na Teoria de Jean Piaget” – Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya – UNESP – Marília-SP
14h as 17h30min Minicurso “Aprendizagem e Desenvolvimento na Teoria de Jean Piaget” – Prof. Dr. Adrián Oscar Dongo Montoya – UNESP – Marília-SP
19h30min Palestra “Conhecer o Homem para Educar: Uma Visão Epistemológico-Genética” – Prof. Dr. Ricardo Pereira Tassinari – UNESP – MaríliaSP
29/04
9h as 12h Comunicações Orais
14h as 17h30min Comunicações Orais
19h30min Palestra com Prof. Dr. Fernando Becker – UFRGS – Porto Alegre-RS